Vazamento de dados em prompts e uploads: a falha “mais humana” da IA
A cena é familiar e perigosa… um indivíduo abre uma ferramenta pública de IA para “economizar tempo” e cola um contrato, uma planilha, um bilhete, um registro, um pedaço de código… às vezes até uma credencial. É rápido, parece inofensivo e impulsivamente se torna rotina.
O problema é que o prompt (e o arquivo anexado) deixa de ser apenas um texto: torna-se um canal de vazamento de informações, muitas vezes com boas intenções.
O que mais aparece vazando (e por que isso importa)?
Em relatórios recentes, a Netskope aponta que, quando há envio de dados para apps de IA em violação de política, o que mais aparece é:
👉 código-fonte (representando “quase metade” das violações),
👉 dados regulados (ex.: pessoais/financeiros/saúde),
👉 propriedade intelectual,
👉 e “passwords/keys” (senhas/chaves), muitas vezes junto do próprio código.
Ou seja: a “maior dor” não é um ataque sofisticado. É o cotidiano. É gente boa, competente, tentando resolver um problema rápido e, sem perceber, empurrando informação sensível para fora do controle da empresa.
Onde isso “estoura” na ISO/IEC 27001:2022
Na prática, esse cenário cai direto no colo de controles como:
Em auditorias e revisões, o que normalmente fica faltando não é discurso é prova operacional.
A evidência que quase sempre falta (e o auditor sente de longe)
Para esse risco específico (prompts e uploads), a evidência “boa” costuma ser bem objetiva:
Sem isso, a política existe… mas a operação deixa “buracos” exatamente onde as pessoas mais usam IA.
E no setor automotivo: por que isso pega em TISAX
Para qualquer pessoa nesse ecossistema automotivo, tudo isso se torna ainda mais sensível porque o TISAX existe precisamente para demonstrar um nível definido de segurança da informação com base nos requisitos do VDA ISA. E o importante é: você trabalha com o TISAX com base no questionário do VDA ISA e nos princípios altamente autoritativos e padronizados delineados por modelos orientados por padrões de melhores práticas internacionais, como o ISO/IEC 27001.
Implicações realistas: se sua função envolve dados de clientes, fornecedores, projetos, protótipos, incidentes, integrações, código e documentação técnica, um único comando “inocente” pode se tornar um grande ruído na avaliação porque o tópico aborda o controle sobre a confidencialidade e a transmissão de informações.
Onde isso entra na ISO/IEC 27005: risco que muda o jogo
A ISO/IEC 27005 é o “lado do risco” do SGSI: ela dá orientação para gerenciar riscos de segurança da informação para apoiar um ISMS baseado na 27001.
E aqui está o ponto: IA generativa mudou o caminho do dado. O que antes saía por e-mail, pendrive ou compartilhamento, agora também sai por:
👉 prompt,
👉 upload,
👉 colar/arrastar,
👉 extensão do navegador,
👉 conta pessoal logada.
Se isso não está mapeado como cenário de risco (com probabilidade/impacto e tratamento), a empresa passa a “gerenciar o passado”, enquanto o vazamento acontece no presente.
O “antídoto” não é proibir IA é colocar trilho
Proibir, na prática, empurra o uso para a sombra. O caminho mais maduro costuma ser:
Isso reduz risco sem matar produtividade e, principalmente, gera evidência auditável.
Como a Wiseplan Group ajuda a resolver isso?
Na Wiseplan Group, a gente trata esse problema do jeito que ele realmente é: uma falha prática, do cotidiano, que precisa de governança + processo + controle.
Com uma equipe especializada, ajudamos sua organização a:
Porque, no fim, o vazamento mais comum hoje não vem de um hacker genial vem do Ctrl+C / Ctrl+V no lugar errado. E isso dá para evitar, sem travar o negócio.
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Consultor Especialista em Segurança da Informação
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