Sua empresa está preparada para 2026? Os riscos que não entram no planejamento anual

Todo início de ano segue um roteiro conhecido nas empresas: definição de metas, orçamento, projeções de crescimento, indicadores financeiros e planos comerciais. É um exercício necessário e saudável.
Mas, ao longo da minha experiência acompanhando empresas de diferentes portes e setores, uma pergunta sempre volta à mesa:

O planejamento anual está realmente preparando a empresa para o futuro ou apenas repetindo padrões do passado?

Na prática, muitos planejamentos deixam de fora riscos estratégicos que não aparecem em planilhas, mas que impactam diretamente resultados, reputação e continuidade do negócio.

Quando o planejamento olha apenas para metas, ele fica incompleto

É comum que o planejamento anual seja muito eficiente em responder perguntas como:

  • Quanto queremos crescer?
  • Quanto vamos investir?
  • Onde vamos reduzir custos?
  • Quais mercados queremos atingir?

 

Mas ele costuma falhar ao responder outras, igualmente importantes:

  • Estamos preparados para atender novas exigências de clientes?
  • Nossos processos acompanham o crescimento da empresa?
  • Nossa estrutura suporta o modelo de trabalho atual?
  • Estamos expostos a riscos que só aparecem quando algo dá errado?
  • Temos maturidade suficiente em governança, segurança e compliance?

 

Essas perguntas raramente entram no planejamento formal e é justamente aí que mora o risco.

Os riscos que não aparecem no planejamento (mas aparecem ao longo do ano)

Ao longo do ano, muitas empresas se veem lidando com situações que não estavam previstas, como:

  • exigências inesperadas de clientes por certificações ou evidências;
  • auditorias que expõem fragilidades estruturais;
  • incidentes de segurança da informação;
  • falhas em processos que cresceram sem controle;
  • dificuldades para provar conformidade legal ou contratual;
  • retrabalho e decisões tomadas sob pressão.

 

O problema não é a falta de planejamento. O problema é planejar olhando apenas para números e não para a maturidade da organização.

Risco não é algo que acontece “se der errado”. Ele acontece quando não é gerenciado

Existe uma ideia equivocada de que riscos são eventos improváveis.
Na prática, risco é tudo aquilo que já existe, mas não está sendo tratado.

  • Processos que dependem de pessoas-chave
  • Documentos desatualizados
  • Controles informais
  • Decisões sem critérios claros
  • Estruturas que mudaram, mas não foram formalizadas
  • Regras que existem “na cabeça de alguém”

 

Nada disso impede a empresa de operar.
Mas tudo isso fragiliza o negócio quando ele cresce, muda ou é testado.

2026 exige empresas mais maduras, não apenas mais ambiciosas

O ambiente corporativo está mais exigente, mais regulado e mais interconectado. Clientes, parceiros e mercados esperam que as empresas demonstrem:

  • governança;
  • clareza de processos;
  • segurança da informação;
  • responsabilidade legal;
  • capacidade de sustentar o crescimento.

 

Isso vale para grandes empresas e cada vez mais para médias e pequenas.

Crescer sem estrutura hoje é assumir um risco que pode custar caro amanhã.

Planejar o futuro também é planejar a capacidade de sustentar decisões

Um planejamento realmente estratégico deveria incluir perguntas como:

  • Quais riscos podem comprometer nossas metas?
  • Onde estamos mais vulneráveis hoje?
  • O que precisa ser estruturado antes de crescer?
  • Que exigências de mercado podem surgir nos próximos meses?
  • Nossa empresa está preparada para ser auditada, avaliada ou questionada?

 

Essas respostas não aparecem automaticamente.
Elas exigem visão sistêmica, análise crítica e, muitas vezes, apoio especializado.

Empresas que se antecipam não reagem – elas conduzem

Ao longo dos anos, fica claro um padrão:

  • empresas que deixam governança, segurança e compliance “para depois” passam o ano reagindo;
  • empresas que tratam esses temas como parte do planejamento ganham previsibilidade, confiança e tranquilidade.

 

Antecipar riscos não trava o negócio.
Pelo contrário: cria base para decisões mais seguras e sustentáveis.

Conclusão: estar preparado para 2026 vai além de metas e orçamento

Preparar a empresa para 2026 não é apenas definir onde se quer chegar, mas garantir que a organização tenha estrutura, processos e maturidade para sustentar esse caminho.

Riscos que não entram no planejamento não desaparecem.
Eles apenas aguardam o momento certo para aparecer.

O início do ano é a melhor oportunidade para olhar além dos números e refletir sobre o que realmente sustenta o crescimento do negócio.

Porque, no fim, estratégia sem gestão de riscos não é estratégia – é aposta.

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Checklist de início de ano: o que revisar em qualidade, segurança da informação e compliance

O início do ano é, para muitas empresas, o momento de revisar metas, orçamento, contratos e estratégias comerciais. Mas existe um ponto crítico que costuma ficar em segundo plano – e que, ao longo do ano, se transforma em risco, retrabalho e não conformidades: a estrutura de qualidade, segurança da informação e compliance.

Janeiro e fevereiro são meses ideais para organização. A operação costuma estar mais estável, auditorias ainda não começaram e há espaço para ajustes estruturais. Quem aproveita esse período sai na frente ao longo do ano.

Para ajudar nesse processo, reunimos um checklist prático de início de ano, com os principais pontos que toda empresa deveria revisar.

Por que fazer um checklist logo no início do ano?

Porque muitos problemas que surgem no meio do ano já estavam “plantados” desde o começo:

  • políticas desatualizadas;
  • riscos não mapeados;
  • processos que mudaram sem controle;
  • auditorias marcadas sem preparação;
  • exigências de clientes que não foram antecipadas.

 

Revisar esses pontos agora evita correrias, não conformidades e decisões reativas mais à frente.

CHECKLIST DE INÍCIO DE ANO PARA EMPRESAS

1. Políticas e procedimentos

☐ As políticas foram revisadas nos últimos 12 meses?
☐ Refletem a operação atual (remoto, híbrido, uso de nuvem, PJs, terceiros)?
☐ Possuem responsável, versão e data de revisão?
☐ Estão alinhadas entre si (qualidade, segurança, compliance)?
☐ São conhecidas e acessíveis às pessoas que precisam utilizá-las?

Política antiga ou genérica é risco, não proteção.

2. Mapeamento de riscos

☐ O mapeamento de riscos está atualizado?
☐ Considera riscos operacionais, de informação, legais e reputacionais?
☐ Mudanças ocorridas no último ano foram consideradas?
☐ Existem planos de ação definidos para riscos críticos?
☐ A gestão de riscos está integrada à estratégia da empresa?

Planejamento sem gestão de riscos é apenas intenção.

3. Segurança da informação e uso de tecnologia

☐ As ferramentas utilizadas hoje estão mapeadas e controladas?
☐ Existem diretrizes claras para uso de dispositivos, acessos e senhas?
☐ O controle de acessos está adequado (entradas, saídas, permissões)?
☐ O modelo de trabalho remoto está formalmente definido?
☐ Existem orientações claras para incidentes de segurança?

A maioria dos incidentes acontece por falha de orientação, não por ataque sofisticado.

4. Fornecedores e terceiros

☐ Fornecedores críticos estão mapeados?
☐ Existem critérios mínimos de segurança e compliance?
☐ Contratos e termos de confidencialidade estão atualizados?
☐ Há controle de acessos concedidos a terceiros?
☐ Fornecedores foram reavaliados recentemente?

Terceiros também representam risco e precisam ser gerenciados.

5. Auditorias e certificações

☐ Existem auditorias previstas para o primeiro semestre?
☐ As evidências estão organizadas e atualizadas?
☐ Não conformidades do ano anterior foram tratadas?
☐ As áreas responsáveis sabem seu papel e suas responsabilidades em auditorias e avaliações externas?
☐ A empresa está preparada para responder a exigências de clientes?

Auditoria bem-sucedida começa meses antes, não na semana da visita.

6. Conformidade legal e regulatória

☐ Obrigações legais aplicáveis foram revisadas?
☐ LGPD está integrada à operação real da empresa?
☐ Existem registros e evidências de conformidade?
☐ Houve mudanças legais que impactam o negócio?
☐ A empresa sabe exatamente quais requisitos precisa atender?

Compliance não é excesso de regra – é proteção jurídica e organizacional.

7. Conscientização e cultura organizacional

☐ Colaboradores e parceiros sabem quais regras seguir?
☐ Existem ações de conscientização previstas para o ano?
☐ Treinamentos estão planejados ou atualizados?
☐ A liderança está envolvida nos temas de qualidade e segurança?

Cultura não se cria com documentos, mas sem documentos ela não se sustenta.

O que acontece quando esse checklist é ignorado?

Empresas que deixam essas revisões para depois normalmente enfrentam:

  • não conformidades em auditorias;
  • exigências emergenciais de clientes;
  • retrabalho documental;
  • decisões reativas;
  • riscos jurídicos e operacionais;
  • desgaste da equipe.

 

Já aquelas que se organizam no início do ano ganham previsibilidade, maturidade e tranquilidade.

Como transformar esse checklist em ação prática

O ideal não é apenas “marcar itens”, mas:

  • priorizar riscos e lacunas;
  • definir responsáveis;
  • estabelecer prazos realistas;
  • integrar qualidade, segurança e compliance à estratégia do negócio.

 

Esse é o caminho para um ano mais estruturado e menos reativo.

Como a Wiseplan pode apoiar nesse início de ano

A Wiseplan apoia empresas justamente nesse momento estratégico de organização, ajudando a transformar diagnósticos em ações práticas e sustentáveis.

Podemos apoiar com:

  • diagnóstico de maturidade em qualidade, segurança e compliance;
  • revisão e atualização de políticas e procedimentos;
  • mapeamento e tratamento de riscos;
  • preparação para auditorias e exigências de clientes;
  • acompanhamento contínuo por meio do Wiseplan 360.

 

Se quiser iniciar o ano com mais clareza e menos riscos, uma avaliação inicial pode ajudar a definir os próximos passos com segurança.

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Vazamento de dados em prompts e uploads: a falha “mais humana” da IA

Vazamento de dados em prompts e uploads: a falha “mais humana” da IA

A cena é familiar e perigosa… um indivíduo abre uma ferramenta pública de IA para “economizar tempo” e cola um contrato, uma planilha, um bilhete, um registro, um pedaço de código… às vezes até uma credencial. É rápido, parece inofensivo e impulsivamente se torna rotina. 

O problema é que o prompt (e o arquivo anexado) deixa de ser apenas um texto: torna-se um canal de vazamento de informações, muitas vezes com boas intenções.

O que mais aparece vazando (e por que isso importa)?

Em relatórios recentes, a Netskope aponta que, quando há envio de dados para apps de IA em violação de política, o que mais aparece é:

código-fonte (representando “quase metade” das violações),

dados regulados (ex.: pessoais/financeiros/saúde),

propriedade intelectual,

e “passwords/keys” (senhas/chaves), muitas vezes junto do próprio código.

Ou seja: a “maior dor” não é um ataque sofisticado. É o cotidiano. É gente boa, competente, tentando resolver um problema rápido  e, sem perceber, empurrando informação sensível para fora do controle da empresa.

Onde isso “estoura” na ISO/IEC 27001:2022

Na prática, esse cenário cai direto no colo de controles como:

  • A.8.12 Prevenção de Vazamento de Dados (DLP): a norma 27001 exige que a organização tenha medidas para reduzir o risco de divulgação não autorizada. Sem controles de prevenção/monitoramento (ou sem governança de fluxo), a IA pública pode se tornar um “atalho” para vazamentos.
  • E antes de falar sobre bloqueio ou alerta, surge a questão básica: o que é sensível aqui? É por isso que a discussão sobre classificação/rotulagem (que apoia qualquer estratégia prática) muitas vezes se torna o “gargalo invisível”; se a empresa não classifica bem, não pode aplicar consistentemente nenhuma regra. Em auditorias e revisões, o que geralmente falta não é retórica, mas prova operacional.

 

Em auditorias e revisões, o que normalmente fica faltando não é discurso  é prova operacional.

A evidência que quase sempre falta (e o auditor sente de longe)

Para esse risco específico (prompts e uploads), a evidência “boa” costuma ser bem objetiva:

  1. Classificação aplicada também a prompts/arquivos (não só em documentos formais)
  2. Regras claras (bloqueio e/ou alerta) para tipos sensíveis: dados regulados, segredos, código crítico
  3. Exceções aprovadas (registradas, justificadas e revisadas)  e não “exceções por cansaço”

Sem isso, a política existe… mas a operação deixa “buracos” exatamente onde as pessoas mais usam IA.

E no setor automotivo: por que isso pega em TISAX

Para qualquer pessoa nesse ecossistema automotivo, tudo isso se torna ainda mais sensível porque o TISAX existe precisamente para demonstrar um nível definido de segurança da informação com base nos requisitos do VDA ISA. E o importante é: você trabalha com o TISAX com base no questionário do VDA ISA e nos princípios altamente autoritativos e padronizados delineados por modelos orientados por padrões de melhores práticas internacionais, como o ISO/IEC 27001. 

Implicações realistas: se sua função envolve dados de clientes, fornecedores, projetos, protótipos, incidentes, integrações, código e documentação técnica, um único comando “inocente” pode se tornar um grande ruído na avaliação porque o tópico aborda o controle sobre a confidencialidade e a transmissão de informações.

Onde isso entra na ISO/IEC 27005: risco que muda o jogo

A ISO/IEC 27005 é o “lado do risco” do SGSI: ela dá orientação para gerenciar riscos de segurança da informação para apoiar um ISMS baseado na 27001.

E aqui está o ponto: IA generativa mudou o caminho do dado. O que antes saía por e-mail, pendrive ou compartilhamento, agora também sai por:

prompt,

upload,

colar/arrastar,

extensão do navegador,

conta pessoal logada.

Se isso não está mapeado como cenário de risco (com probabilidade/impacto e tratamento), a empresa passa a “gerenciar o passado”, enquanto o vazamento acontece no presente.

O “antídoto” não é proibir IA é colocar trilho

Proibir, na prática, empurra o uso para a sombra. O caminho mais maduro costuma ser:

  • Definir o que pode e o que não pode ir para prompts/uploads (com exemplos do dia a dia: contrato, planilha, log, código, credencial)
  • Oferecer caminhos aprovados (ferramentas/contas corporativas, fluxos permitidos)
  • Aplicar prevenção de vazamento (DLP) com bom senso: alertar primeiro, bloquear o que for crítico e recorrente
  • Treinar com foco em situações reais (não em teoria)
  • Gerir exceções do jeito certo: aprovação, registro e revisão

Isso reduz risco sem matar produtividade e, principalmente, gera evidência auditável.

Como a Wiseplan Group ajuda a resolver isso?

Na Wiseplan Group, a gente trata esse problema do jeito que ele realmente é: uma falha prática, do cotidiano, que precisa de governança + processo + controle.

Com uma equipe especializada, ajudamos sua organização a:

  • estruturar classificação e regras aplicáveis a prompts/arquivos,
  • implementar controles de prevenção/alerta alinhados ao A.8.12 da ISO/IEC 27001:2022,
  • preparar evidências e rotinas compatíveis com TISAX/VDA ISA (especialmente em ambientes automotivos),
  • e incorporar esse novo canal (IA) no ciclo de gestão de riscos recomendado pela ISO/IEC 27005.

Porque, no fim, o vazamento mais comum hoje não vem de um hacker genial  vem do Ctrl+C / Ctrl+V no lugar errado. E isso dá para evitar, sem travar o negócio.

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O impacto de políticas inexistentes ou desatualizadas: como isso coloca sua empresa em risco real

Em muitas organizações, as políticas internas são tratadas como documentos formais que ficam guardados em uma pasta (seja física ou eletrônica), só sendo lembrados quando uma auditoria se aproxima. Mas o cenário atual, marcado pelo aumento de requisitos de clientes, exigências normativas, riscos cibernéticos e operações cada vez mais digitais, exige muito mais do que “ter documentos”.

Ter políticas não é suficiente. Manter políticas atualizadas, coerentes e alinhadas à operação é o que garante segurança, governança e credibilidade.

E quando elas estão desatualizadas, incompletas ou simplesmente não existem… o risco é real, constante e silencioso.

Por que políticas são fundamentais (e não apenas para auditorias)

Políticas bem estruturadas criam clareza, orientam comportamentos e definem limites. Elas funcionam como um guia prático para decisões do dia a dia e refletem a forma como a empresa cuida das informações, das pessoas, dos processos e da própria reputação.

Elas são essenciais porque:

1. Direcionam ações e promovem alinhamento interno

Todos sabem como agir, independentemente de área, função ou vínculo.

2. Demonstram maturidade de gestão e profissionalismo

Clientes exigentes como automotivo, jurídico, tecnologia avaliam políticas antes mesmo de contratar serviços.

3. São requisitos obrigatórios em normas e certificações

TISAX, ISO 27001, ISO 9001 todos exigem documentação formal, clara e atualizada.

Sem políticas atualizadas, não há governança. Não há evidência. Não há consistência.

O que acontece quando as políticas não existem ou estão desatualizadas?

A seguir, os principais impactos que vemos em empresas que ainda não tratam políticas como instrumentos estratégicos de gestão.

1. Não conformidades em auditorias (ISO, TISAX, clientes)

Os auditores rapidamente identificam:

  • Políticas antigas, com pelo menos 2 anos sem revisão;
  • Documentos que mencionam estruturas inexistentes (servidores locais, VPN, TI dedicada);
  • Inconsistências entre política e prática;
  • Políticas copiadas de modelos genéricos, sem aderência à operação;
  • Falta de controles obrigatórios;
  • Ausência de proprietário (owner), versão e histórico de revisões.

 

E isso compromete certificações e renegociação com clientes.

2. Maior risco de incidentes de segurança

Quando não há políticas claras, cada colaborador age por conta própria e isso abre portas para:

  • Vazamentos de dados
  • Compartilhamentos indevidos
  • Uso incorreto de ferramentas
  • Acessos sem controle
  • Exposição desnecessária de informações sensíveis

 

A falta de diretrizes práticas é um convite ao erro humano e é exatamente isso que causa a maioria dos incidentes.

3. Fragilidade jurídica e dificuldade de comprovar diligência

Quando algo acontece (um vazamento, fraude, perda de dados ou disputa trabalhista), a empresa precisa provar que orientou, treinou e estabeleceu regras.

Sem políticas atualizadas, não existe essa comprovação.

4. Risco para a reputação da empresa

Empresas que dependem de cadeias exigentes, como o setor automotivo, normalmente são avaliadas pelo nível de maturidade documental.

Se o cliente percebe:

  • documentos antigos,
  • políticas incompletas,
  • procedimentos desconexos,
  • ausência de versões e revisões,

 

ele conclui que a empresa não tem governança e isso pesa na decisão de continuidade.

5. Divergência entre o que a empresa faz e o que o documento diz

É muito comum encontrar políticas que afirmam algo que a operação não pratica. Ou documentos baseados em modelos antigos, que já não correspondem à realidade atual da empresa.

Isso cria um risco duplo: falta de orientação + incoerência em auditorias.

Sinais de que sua empresa precisa atualizar políticas imediatamente

Se um ou mais itens abaixo fazem sentido para sua empresa, o momento de atualizar é agora:

  • A empresa passou para trabalho remoto ou híbrido
  • A equipe cresceu e há vários PJs ou terceiros
  • Foram adotadas novas ferramentas (Microsoft 365, RD Station, ERPs etc.)
  • Surgiram incidentes ou quase-incidentes
  • Auditorias internas apontaram não conformidades
  • Clientes começaram a exigir ISO ou TISAX
  • A política não foi revisada no último ano
  • Os documentos mencionam estruturas ou processos que não existem mais
  • As políticas não possuem proprietário, versão, data ou histórico

 

Política boa é política viva. Política antiga é risco.

Como manter políticas atualizadas sem criar burocracia

A atualização não precisa ser complexa. Um fluxo simples resolve:

Revisão anual obrigatória: com responsável, versão e data.

Adequação contínua à realidade da empresa: sem copiar modelos prontos, sem incluir controles inexistentes.

Integração entre políticas, procedimentos e anexos: documentos devem conversar entre si.

Centralização e controle de versão: OneDrive/SharePoint, nada de arquivos “soltos”.

Estrutura clara e objetiva: objetivo → escopo → responsabilidades → diretrizes → referências.

Atualização após mudanças significativas: novo sistema? Novo processo? Novo risco? Nova exigência de cliente? Atualiza.

Política não é para ficar na gaveta. É para orientar a operação.

Conclusão: Atualizar políticas custa pouco. Ignorar custa caro.

Políticas inexistentes ou desatualizadas criam um risco silencioso que afeta:

  • auditorias
  • contratos
  • imagem
  • segurança da informação
  • qualidade da gestão
  • continuidade do negócio

 

Em um ambiente corporativo cada vez mais exigente, documentação atualizada é sinônimo de proteção, maturidade e competitividade.

Se sua empresa não revisa políticas há mais de um ano, ou se não está segura de que seus documentos refletem a operação atual, este é o momento ideal para agir.

 

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A Importância da Segurança da Informação no Setor Automotivo

O setor automotivo passa por uma transformação acelerada impulsionada pela digitalização, conectividade veicular, eletrificação e automação. Essa evolução tecnológica amplia a eficiência e a experiência do usuário, mas também expõe as montadoras e fornecedores a novos riscos. Nesse contexto, a segurança da informação torna-se um pilar essencial para proteger dados, garantir continuidade operacional e preservar a integridade e a confiabilidade dos veículos.

1. O Setor Automotivo e o Crescente Risco Digital

Os veículos modernos podem conter milhares de linhas de código, múltiplos sensores e conectividade constante com redes externas. Isso cria uma superfície de ataque cada vez maior, onde invasões podem resultar em:

  • Comprometimento de sistemas de navegação e entretenimento
  • Manipulação de comandos críticos, como frenagem e aceleração
  • Roubos de dados pessoais de motoristas e passageiros
  • Interrupções na cadeia de suprimentos
  • Espionagem industrial e violação de propriedade intelectual

 

Empresas automotivas que negligenciam a segurança da informação tornam-se mais vulneráveis a ataques cibernéticos capazes de impactar desde a reputação da marca até a segurança física dos consumidores.

2. Por que a Segurança da Informação é Essencial

2.1. Proteção de Dados e Privacidade

Carros conectados coletam uma enorme quantidade de dados: localização, hábitos de condução, biometria e até perfis de consumo. A proteção dessas informações é necessária não apenas para manter a confiança do usuário, mas também para cumprir legislações globais, como a LGPD, o GDPR e leis de proteção de dados dos EUA e Ásia.

2.2. Continuidade Operacional

A cadeia automotiva é global e complexa. Um incidente em um único fornecedor pode interromper toda a produção. A segurança da informação garante resiliência, reduzindo vulnerabilidades em redes industriais, sistemas SCADA e fábricas inteligentes.

2.3. Segurança Funcional e Cibernética do Veículo

Um ataque bem-sucedido a sistemas como ADAS, ECU ou TCU pode colocar vidas em risco. Segurança da informação, nesse caso, também é segurança física.

Resumo rápido

2.4. Proteção da Propriedade Intelectual

Montadoras investem bilhões em pesquisa e desenvolvimento. Vazamentos ou espionagem industrial podem comprometer anos de inovação.

3. Normas e Referências Importantes para a Segurança da Informação no Setor Automotivo

O setor automotivo adota diversas normas internacionais para padronizar e fortalecer práticas de segurança. Entre as principais, destacam-se:

3.1. ISO/SAE 21434 — Road Vehicles: Cybersecurity Engineering

Norma central para segurança cibernética veicular.

Cobre todo o ciclo de vida do veículo: concepção, desenvolvimento, produção, operação, manutenção e descontinuação.

3.2. ISO 27001 — Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI)

A norma mais difundida globalmente para gestão de segurança da informação.
Amplamente utilizada por montadoras e fornecedores Tier 1 e Tier 2.

3.3. ISO/PAS 5112 — Guidelines for Cybersecurity Audits

Complementa a ISO 21434, trazendo diretrizes para auditoria dos processos de segurança cibernética aplicados em veículos.

3.4. UNECE WP.29 (UN R155 e UN R156)

Regulamentos obrigatórios em vários países para homologação de veículos:

  • UN R155: Cybersecurity Management System (CSMS)
  • UN R156: Software Update Management System (SUMS)

 

3.5. TISAX® — Trusted Information Security Assessment Exchange

Modelo de avaliação de segurança da informação exigido amplamente pela indústria automotiva (especialmente na Europa), criado pela VDA e baseado na ISO 27001.

3.6. ISO 26262 — Segurança Funcional

Embora focada em segurança funcional, suas práticas se complementam com segurança cibernética, já que falhas podem ser exploradas em ataques.

3.7. NIST Cybersecurity Framework

Utilizado em diversas empresas para orientar práticas de identificação, proteção, detecção, resposta e recuperação de incidentes.

3.8. ENX VCS — Vehicle Cybersecurity Scheme

É um esquema europeu de certificação criado para apoiar a indústria automotiva no cumprimento dos requisitos dos regulamentos UNECE WP.29, especialmente o UN R155 (Cybersecurity Management System — CSMS).

4. A Importância da Convergência entre TI e OT

Fábricas inteligentes utilizam redes industriais, sistemas robóticos, sensores IoT e plataformas MES/ERP conectadas. A integração entre TI e OT exige políticas de segurança robustas que contemplem:

  • Segmentação de redes
  • Monitoramento contínuo
  • Patching seguro
  • Gestão de identidades e acessos
  • Hardening de dispositivos industriais

 

A falta de governança entre esses ambientes pode permitir ataques como ransomware que paralisam plantas inteiras.

5. Conclusão

A segurança da informação no setor automotivo não é mais apenas uma boa prática — é um requisito fundamental para garantir:

  • Confiança do consumidor
  • Integridade dos sistemas dos veículos
  • Conformidade regulatória
  • Continuidade dos negócios
  • Inovação sustentável

 

Montadoras e fornecedores que investem em segurança da informação fortalecem sua competitividade e reduzem riscos em um mercado cada vez mais conectado e digitalizado.

A WISEPLAN GROUP é uma das principais consultoria da América Latina especialista no tema da cibersegurança automotiva, parceira dos principais órgãos certificadores e das principais empresas TIER 1 e OEM’s, com unidades de negócio no Brasil, USA, Portugal e clientes nas Américas como Brasil, Argentina, México e USA. 

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O lado invisível da governança de TI e das decisões que moldam o futuro das organizações.

Você acredita (ou tem certeza) que a governança de TI é apenas reuniões chatas (com pessoas chatas), comitês e planilhas (e mais planilhas)? Mesmo que sua resposta tenha sido “sim”, talvez você esteja perdendo um dos aspectos mais potentes e menos conhecidos da governança de TI: aquele que decide o futuro do negócio muito antes de qualquer linha de código ser escrita. Por muito tempo, a governança de TI foi vista como sinônimo de burocracia. Processo, política, aprovação, fluxo, comitê… tudo muito formal, tudo muito distante do “mundo real” das entregas. Mas o jogo mudou, e já faz um tempo.

Hoje, a forma como uma empresa toma decisões sobre tecnologia diz mais sobre seu futuro do que a própria tecnologia que escolhe. E esse é o lado da governança de TI que quase ninguém vê: aquele que não aparece nos painéis, mas define se a empresa cresce, estagna ou desaparece.

Governança de TI não é sobre tecnologia…
É sobre poder de decisão.

Por trás de cada sistema implantado, cada IA contratada ou cada dado coletado, existe algo muito mais simples e mais delicado: quem decide o quê.

Quem escolhe as prioridades? Não é somente sobre continuidade de negócios…
Quem define o que é risco aceitável? Não é somente sobre segurança da informação…
Quem diz “não” para aquele projeto sedutor, mas desalinhado com a estratégia? Não pertence somente ao compliance…
Quem assume o impacto de uma falha, de um incidente, de um atraso? Não é somente sobre resposta a incidentes…

Este é o lado menos glamoroso (e mais decisivo) da governança de TI: ele organiza o poder de decisão dentro da empresa. Quando essa estrutura é clara, a TI deixa de “apagar incêndios” e se torna um motor de crescimento. Quando é confusa, a empresa vive na improvisação: cada área faz o que quer, projetos nascem sem um responsável, e riscos são varridos para debaixo do tapete até que explodam.

O lado invisível: conversas que evitam crises

Governança de TI não é só documento e framework.
É conversa difícil, que muita empresa evita ter:

“Até onde podemos ir com essa coleta de dados sem comprometer a privacidade do cliente?”
“Essa nova solução de IA é incrível, mas o que acontece se ela errar com um paciente, um cliente ou uma transação financeira?”
“Estamos escolhendo esse fornecedor pelo preço ou pela confiança?”
“Se esse sistema parar amanhã, o que a empresa perde de verdade?”

Esse lado da governança não aparece no organograma.
Ele está nas perguntas que alguém tem coragem de fazer e nas respostas que a liderança tem maturidade de encarar.

Empresas que levam essas conversas a sério erram menos, se recuperam mais rápido e constroem uma vantagem que não se copia: lucidez em meio ao caos tecnológico.

Governança de TI é psicologia organizacional disfarçada

Por trás de um comitê de TI estão pessoas, crenças, vaidades e medos:
• a área que teme perder poder quando a TI se torna mais forte;
• a liderança que quer inovação, mas não quer mudar processos;
• o departamento de TI que quer dizer “não”, mas não se sente ouvido;
• o gerente que finge aprovar o risco, mas no fundo não entende o que está assinando. O lado da governança que quase ninguém fala é este: ele revela a maturidade emocional da organização.

• Empresas maduras enfrentam conflitos, alinham expectativas e tratam a tecnologia como parte da estratégia.
• Empresas imaturas usam a TI como bode expiatório: “é culpa do sistema”, “o fornecedor errou”, “a TI não entregou”.

A diferença não está na ferramenta; está na cultura.

A mudança do controle para o cuidado: o novo papel da governança

Existe uma visão desatualizada da governança de TI como a “polícia da tecnologia”, a área que só aparece para bloquear, auditar, restringir e complicar.

O outro lado, que você pode não conhecer: a governança como um espaço de cuidado com o negócio.

• Cuidado com a continuidade: “Se este sistema parar, o que acontece com o seu cliente?”
• Cuidado com a reputação: “Esses dados que você quer coletar, seu cliente confiaria em fornecê-los?”
• Cuidado com as pessoas: “Estamos sobrecarregando as equipes com mudanças constantes, sem critérios claros?”
• Cuidado com o futuro: “Esta tecnologia é uma tendência cara ou um pilar estratégico?”

Uma vez que a governança de TI amadurece, ela deixa de ser um “fiscal” e se torna a consciência crítica da organização: aquela voz que nos lembra por que fazemos, e não apenas como fazemos.

O que muda quando a governança funciona de verdade

Quando a governança de TI é bem desenhada e vivida na prática, coisas interessantes começam a acontecer:
• a TI para de receber demandas desconexas e passa a participar das decisões desde o início;
• projetos que não fazem sentido são cancelados antes de consumir tempo, dinheiro e energia;
• riscos são assumidos com consciência, não por ignorância;
• as áreas de negócio entendem o papel da TI, e a TI entende a dor real do negócio;
• as decisões deixam de ser “de quem grita mais” e passam a ser de quem apresenta melhor análise.

E talvez o mais importante: a organização ganha coerência.
A tecnologia finalmente anda no mesmo passo da estratégia.

O lado que você não vê… mas sente.

O lado menos conhecido da governança de TI não está no documento de política nem no slide da apresentação.
Ele aparece:
• na reunião em que um projeto é barrado para proteger a reputação da empresa;
• na coragem de assumir que “não sabemos o suficiente, precisamos entender melhor antes de avançar”;
• na transparência de dizer ao cliente: “Sim, tratamos seus dados com responsabilidade e podemos provar”.

Esse lado não rende manchete, mas salva empresas de crises silenciosas.

O futuro da TI não é só digital.
É decisório.

As empresas que vão se destacar não serão apenas as que tiverem a melhor tecnologia.
Serão as que souberem decidir melhor sobre tecnologia.

E isso é governança de TI em sua essência:
não é o manual da máquina, é o manual das escolhas.

Porque, no fim das contas, não é o sistema que define o destino da organização.
São as decisões que tomamos antes de apertar o botão “OK”.

E você?
Vai continuar enxergando a governança de TI como burocracia…
Ou vai começar a olhar para o lado dela que, silenciosamente, já está decidindo o futuro do seu negócio?

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Sua empresa é confiável no mundo digital?

Você confiaria seus dados a uma empresa que não protege nem os próprios?
Essa pergunta parece simples, mas hoje ela define o sucesso, ou o fracasso, de muitas organizações.

Vivemos em um tempo em que a confiança se tornou o novo diferencial competitivo.
Com a velocidade da informação, a inteligência artificial e o aumento dos riscos digitais, as pessoas e empresas buscam mais do que bons produtos e serviços: buscam credibilidade, transparência e segurança.

E é justamente aí que entra a força das certificações internacionais, como a ISO 27001, que transforma a confiança em reputação e a reputação em resultados.

Segurança é o novo nome da confiança

A cada dia, novos casos de vazamentos de dados e golpes digitais mostram que a tecnologia evolui, mas a confiança continua sendo construída entre pessoas.
Empresas que tratam seus dados com responsabilidade e seguem padrões reconhecidos conquistam algo que não se compra: respeito e credibilidade no mercado.

De acordo com o ISO Survey 2024, o número de certificações ISO 27001 praticamente dobrou no último ano, passando de 42.291

 certificações válidas em 2023 para 96.709 em 2024 em todo o mundo.

Esses números refletem uma tendência clara: as empresas estão enxergando a segurança da informação não como uma exigência, mas como uma estratégia de valor e sobrevivência.

“Em um mundo onde dados valem mais do que ouro, segurança é sinônimo de confiança.”

O impacto da confiança nos negócios

A confiança não é só um sentimento, é uma vantagem competitiva real.
Empresas que inspiram confiança atraem clientes mais fiéis, fecham contratos de longo prazo e reduzem o custo de aquisição.

Quando o mercado enxerga uma marca como ética, segura e responsável com as informações que recebe, essa confiança se transforma em resultados reais, mais clientes, mais contratos e uma reputação mais forte.

A confiança passa a ser um ativo estratégico, que sustenta decisões, relacionamentos e parcerias.

Em um cenário em que a IA e a desinformação podem distorcer percepções, a credibilidade se tornou o bem mais escasso e mais valioso das organizações.

Da segurança à cultura de confiança

Construir confiança não depende apenas de firewalls, senhas ou políticas de acesso.
Depende de pessoas.

Quando cada colaborador entende que proteger informações é também proteger a reputação da empresa, a cultura muda.

A segurança deixa de ser uma obrigação da área de TI e passa a ser um valor compartilhado.

É essa mudança de mentalidade que transforma a segurança da informação em confiança verdadeira, percebida dentro e fora da organização.

Empresas que cultivam essa cultura não apenas se defendem de riscos, mas inspiram respeito, lealdade e admiração.

O futuro pertence a quem inspira confiança

As empresas que mais crescem não são necessariamente as mais tecnológicas.
São as mais confiáveis.

Investir em segurança da informação é investir naquilo que sustenta qualquer negócio: a confiança.

E essa é a base de tudo o que a Wiseplan Group faz: ajudar empresas a transformar certificações como a ISO 27001 em estratégias de credibilidade, reputação e valor real.

Porque a tecnologia muda o mundo. 

Mas é a confiança que o sustenta.

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Tendências em Cibersegurança Automotiva e Inteligência Artificial para 2026

 

Em 2026, a convergência entre veículos cada vez mais conectados, plataformas de software-defined vehicles (SDV) e a incorporação massiva de modelos de IA empurra a superfície de ataque automotiva para novos patamares. Ao mesmo tempo, regulação (UNECE R155, ISO/SAE 21434) e marcos legais de IA e privacidade (EU AI Act, iniciativas brasileiras) tornam requisitos de conformidade e governança componentes centrais da estratégia de segurança dos fabricantes, fornecedores e frotistas. No Brasil, políticas públicas (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial 2024–2028) e o amadurecimento da LGPD intensificam a necessidade de controles de proteção de dados embarcados e gestão de riscos de IA.

1. Panorama global (o que muda em 2026)

A migração para arquiteturas centralizadas e a prática de “vehicle-as-platform” aumentam o uso de atualizações remotas e de grandes domínios computacionais — o que melhora funcionalidades, mas concentra risco. Modelos generativos e multimodais começam a ser usados para assistentes conversacionais, predição de manutenção e fusão sensorial. Além disso, o aumento de incidentes direcionados a veículos conectados reforça a necessidade de segurança contínua.

2. Brasil em 2026 — particularidades e forças

O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial 2024–2028 estabelece prioridades para IA responsável e fomento tecnológico. O progresso do marco legal de IA e a LGPD tornam obrigatórias práticas de proteção de dados coletados por veículos. A indústria automobilística brasileira enfrenta o desafio de adaptar cadeias de fornecimento à conformidade com padrões internacionais (UNECE, ISO/SAE 21434).

3. Principais vetores de risco

1. Comprometimento de atualizações remotas e de software.

2. Ataques a APIs e serviços cloud que suportam IA.

3. Exposição via apps e portais de proprietários.

4. Risco de integridade de modelos de IA.

4. Regulação e padrões que moldarão 2026

– UNECE R155 / WP.29: gestão de segurança de ciclo de vida.
– ISO/SAE 21434: referência técnica para segurança automotiva.
– Legislação de IA (EU AI Act; iniciativas brasileiras).

5. Recomendações práticas

1. Adotar segurança por design e DevSecOps automotivo.
2. Proteger a cadeia de fornecimento de modelos de IA.
3. Harden de atualizações remotas e criptografia de comunicação.
4. Logging e detecção baseada em telemetria.
5. Mapear requisitos regulatórios.
6. Programa de gestão de riscos de IA.
7. Seguros e transferências de risco.
8. Treinamento e simulação de incidentes.

6. Tendências para o mercado brasileiro em 2026

– Serviços de compliance e certificação.
– Governança de IA.
– Soluções de monitoramento de frota e resposta a incidentes.

Em 2026, a segurança automotiva e a governança de IA serão fatores determinantes para competitividade e conformidade. A crescente adoção de IA embarcada e a pressão regulatória exigem que fabricantes e ecossistemas repensem engenharia, processos e contratos. O Brasil vive um momento estratégico para consolidar práticas de cibersegurança e IA responsáveis no setor automotivo.

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Jornada de adequação à TISAX: principais etapas, desafios e boas práticas

O setor automotivo vive um momento de transformação estrutural e determinante.
Cada vez mais, as montadoras estão exigindo de seus fornecedores a TISAX, um selo internacional que comprova a maturidade da empresa em segurança da informação, confidencialidade  de dados e proteção de protótipos.

Mais do que uma exigência técnica, o TISAX tornou-se um requisito estratégico de continuidade e competitividade dentro da cadeia automotiva.

Mas afinal, como é essa jornada de adequação e o que realmente faz diferença no processo?

O que é o TISAX e por que ele é essencial

O TISAX (Trusted Information Security Assessment Exchange) é um modelo de avaliação criado pela VDA (Associação da Indústria Automotiva Alemã) e gerido pela ENX Association, com base na norma ISO 27001.
Seu propósito é padronizar e elevar o nível de segurança da informação entre montadoras e fornecedores, garantindo que todos protejam seus dados de forma consistente.

Empresas com o selo TISAX demonstram comprometimento com a segurança e aumentam sua credibilidade junto às montadoras, tornando-se parceiras mais confiáveis e preparadas para atender aos desafios da indústria.

As etapas da jornada de adequação

A certificação TISAX segue um caminho estruturado e pode ser conduzida de forma prática e eficiente. As principais etapas incluem:

1 – Diagnóstico inicial (Gap Analysis)
Avaliação completa do cenário atual frente aos requisitos da VDA ISA v6, identificando pontos fortes e lacunas a serem tratadas.

2 – Planejamento e priorização de ações
Construção de um plano de implementação claro, com prazos realistas e responsabilidades bem definidas.

3 – Implementação dos controles e políticas
Desenvolvimento ou revisão de políticas, processos e medidas de proteção técnica e organizacional voltadas à segurança da informação.

4 – Conscientização e treinamento das equipes
A cultura de segurança é um dos pilares da conformidade. Envolver todos os colaboradores faz toda a diferença.

5 – Auditoria interna e preparação para a avaliação externa
Simulações, verificação de evidências e suporte técnico antes da auditoria realizada por um provedor TISAX autorizado.

Desafios mais comuns

Ao longo do processo, muitas empresas enfrentam obstáculos como:

  • Falta de conhecimento sobre o modelo TISAX e seus critérios;
  • Dificuldade de integrar áreas técnicas e administrativas;
  • Dependência de fornecedores que ainda não seguem boas práticas;
  • Curto prazo imposto por montadoras;
  • Subestimação do esforço necessário para reunir as evidências.

 

Esses desafios são superáveis, especialmente quando a jornada é conduzida com o apoio de uma consultoria especializada, capaz de direcionar as etapas e acelerar resultados.

Boas práticas que fortalecem a jornada

Algumas ações aumentam significativamente as chances de sucesso:

  • Envolvimento da alta direção desde o início;
  • Nomeação de um responsável pela segurança da informação;
  • Uso de ferramentas seguras em nuvem para gestão de documentos e acessos;
  • Monitoramento contínuo por meio de indicadores e auditorias internas;
  • Integração com outros sistemas de gestão, como ISO 27001 ou ISO 9001.

 

Mais do que atender a um requisito, trata-se de criar uma cultura sólida de proteção da informação.

Conclusão

A adequação à TISAX não é apenas uma exigência das montadoras, é uma oportunidade de evoluir em governança, confiabilidade e proteção da informação.
As empresas que iniciam essa jornada de forma estruturada ganham em credibilidade, ampliam oportunidades e fortalecem seu posicionamento no mercado automotivo.

Na Wiseplan, apoiamos fornecedores em todas as etapas da adequação TISAX, do diagnóstico inicial à avaliação externa, com metodologia, experiência e visão prática de negócios.

Se precisar de assistência, nossa equipe está pronta para ajudar. 

Para mais informações, fale com um de nossos especialistas em (11) 93261-1113 ou (21) 99363-0066

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ISO 9001: o que esperar da nova versão em 2026 e como sua empresa pode se preparar

A ISO 9001 é a norma de gestão da qualidade mais utilizada no mundo, com mais de um milhão de certificações em diferentes setores. A revisão mais significativa da norma ocorreu em 2015, e agora já se fala na próxima atualização, prevista para setembro de 2026

Segundo a subcomissão responsável pela revisão (ISO/TC 176/SC 2 – WG 29), o cronograma foi estendido para 36 meses, a expectativa é de que a nova versão seja publicada em setembro de 2026. committee.iso.org.

Por que a norma será revisada?

A ISO revisa suas normas periodicamente para garantir que elas continuem relevantes. E convenhamos, de 2015 para cá, muita coisa mudou. A transformação digital ganhou força, tornando o uso de dados, automação e inteligência artificial parte do dia a dia das empresas. A sustentabilidade e os princípios ESG também deixaram de ser “tendência” para se tornarem parte da estratégia de negócios em organizações de todos os portes.

Além disso, vivemos um período marcado por riscos globais, da pandemia à instabilidade geopolítica, passando por cadeias de suprimentos cada vez mais complexas. Esses fatores reforçam a importância de sistemas de gestão mais resilientes e preparados para lidar com cenários imprevisíveis. Para completar, os clientes de hoje são diferentes dos de dez anos atrás: mais exigentes, conectados e atentos não só à qualidade, mas também à agilidade e à responsabilidade das empresas.

É nesse contexto que surge a revisão da ISO 9001: para manter a norma alinhada ao presente e, ao mesmo tempo, preparada para o futuro.

Como funciona a revisão da ISO 9001 

As normas ISO passam por um processo de revisão periódica, conduzido por comitês técnicos internacionais, que reúnem especialistas de diversos países. No caso da ISO 9001, o grupo responsável é o  ISO/TC 176/SC 2.

Funciona assim: são elaborados rascunhos técnicos (CD, DIS e FDIS), que passam por comentários e votação dos países membros. Cada etapa traz ajustes e aperfeiçoamentos até que se chegue a um consenso. Só então a versão final é publicada, e por isso já se fala em setembro de 2026 como a data-alvo. 

O que podemos esperar na versão 2026

Ainda não existe um texto oficial, mas algumas tendências, apontadas por especialistas envolvidos na revisão, já despontam como praticamente certas:

  • Gestão de riscos e resiliência organizacional
    A norma deve dar maior ênfase à capacidade das organizações de se adaptarem rapidamente diante de crises e mudanças, como pandemias, falhas na cadeia de suprimentos ou transformações tecnológicas. Isso pode reforçar a necessidade de metodologias mais robustas para identificar riscos e garantir a continuidade dos negócios.
  • A nova versão deve reforçar a importância de estar preparado para crises e mudanças repentinas. Afinal, vimos nos últimos anos como eventos inesperados, de pandemias a interrupções nas cadeias de suprimentos, podem afetar a continuidade dos negócios. A norma deve incentivar práticas mais robustas de análise de riscos e resiliência.
  • Integração com sustentabilidade e responsabilidade social
    Não se fala mais em qualidade sem considerar ESG. A expectativa é de que a norma traga maior integração entre gestão da qualidade, impactos ambientais e responsabilidade social, ampliando a visão de valor entregue ao mercado e à sociedade.
  • Ênfase na digitalização e Industry 4.0
    Automação, análise de dados, internet das coisas, tudo isso já faz parte da realidade de muitas empresas. A revisão deve reconhecer a transformação digital como parte essencial da gestão da qualidade, incentivando seu uso como apoio à tomada de decisão e à melhoria contínua.
  • Linguagem mais clara e acessível
    Outro ponto importante é tornar a norma ainda mais prática e compreensível para todos os tipos de organização, de grandes multinacionais a pequenas empresas. A simplificação da linguagem deve reduzir interpretações equivocadas e ampliar a aplicabilidade da ISO 9001.

 

O que deve permanecer

O foco no cliente continuará sendo o princípio central, lembrando que qualidade significa atender e superar expectativas. O ciclo PDCA seguirá como a base da melhoria contínua, estruturando o planejamento, a execução, a verificação e as ações corretivas. E a abordagem por processos permanecerá como um elemento-chave para a integração das atividades da organização. Esses elementos são a identidade da norma e o que lhe dá credibilidade, por isso, devem ser preservados.

Como as empresas podem se preparar desde já

Algumas medidas podem ser adotadas agora mesmo para fortalecer o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) e facilitar a transição:

  1. Revisar a análise de riscos, ampliando a visão para diferentes cenários.
  2. Promover integração entre normas (como ISO 9001, ISO 14001 e ISO 27001), aproveitando sinergias.
  3. Fomentar cultura de inovação e sustentabilidade, preparando a equipe para novas exigências.
  4. Manter auditorias internas e revisões de gestão atualizadas, evitando acúmulo de ajustes quando a nova versão chegar.

 

Conclusão

A revisão da ISO 9001 em 2026 não deve ser vista apenas como uma mudança de requisitos. Ela representa uma oportunidade de evolução. Empresas que se anteciparem estarão mais bem posicionadas não apenas para conquistar ou manter a certificação, mas para competir em um mercado cada vez mais digital, sustentável e exigente.

E você, já começou a preparar o seu SGQ para o futuro?

Se precisar de assistência, nossa equipe está pronta para ajudar. 

Para mais informações, fale com um de nossos especialistas em (11) 93261-1113 ou (21) 99363-0066

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